Review – Paradigm Paradox (Análise sem spoilers)

Acompanhe a história de Takanashi Yuuki, uma jovem órfã que está entediada com sua vida monótona. Um dia, ela é atacada por um monstro durante a noite e consequentemente se transforma numa super-heroína! Será que a jogatina vale a pena e cumpre o que promete? Leia a análise a seguir para descobrir!

Se você quer saber mais a respeito da sinopse e personagens, confira primeiro nosso post Paradigm Paradox – História, personagens e franquia para se ambientar melhor. Essa análise tomará como base que você tenha ciência dos detalhes apresentados no post mencionado.

Avisos:

  • Este post contém apenas spoilers leves! As rotas e personagens serão comentados de uma maneira que evite spoilers. As CGs utilizadas são as mesmas usadas no site oficial e/ou na abertura.

  • Este texto contém opiniões pessoais e não reflete necessariamente a visão de todas as integrantes do Otomices

Guia e acesso rápido aos tópicos:

Ficha Técnica

Paradigm Paradox
Título Original: Paradigm Paradox
Tipo:
Otome Game
Plataforma: Nintendo Switch
Data de Lançamento original: 27/05/2021
Data de Lançamento em inglês: 27/10/2022
Desenvolvedora: Otomate
Publicadoras: Idea Factory Co., Ltd. (JP) / Aksys Games (EN)
Roteirista: Yuzuki
Character designer e artista: Natsuo
Artista encarregado pelos chibis: Nozaki Tsubata
Diretor: Seki Mao
Classificação etária: Teen
Site Oficial (JP) | Site Oficial (EN) | Opening | Post conheça com guia de rotas 

Yuuki, apesar de órfã, tem uma vida consideravelmente tranquila. Ela passa seus dias indo ao colégio e se encontrando com sua melhor amiga, Lize, para falar sobre garotos e comer sobremesas gostosas. Porém, numa noite específica, ela quebra o toque de recolher para procurar pelas ruas da colônia o colar que ela perdeu —uma recordação de seus falecidos pais— quando é ferida por um monstro. Ela desmaia e quando acorda, descobre que agora tem super poderes e que, junto com mais 4 garotas, as Blooms, deverá proteger o lugar que vive do ataque desses temíveis monstros, chamados Vectors, tudo para que as pessoas normais possam ter uma vida tranquila e em paz dentro da colônia.

Mas o que são esses monstros, de onde eles vieram? À medida que os dias passam e missões são cumpridas, questionamentos morais começam a surgir na mente de todos. Com suas escolhas, você pode continuar sendo uma heroína da colônia, ou se tornar uma das principais vilãs!

Personagens

Takanashi Yuuki (protagonista)

A Yuuki é um doce de pessoa, extremamente gentil e convicta aos seus ideais. Proteger aqueles que ela ama é sua maior prioridade, mesmo que isso a coloque contra o mundo inteiro. Acho que sim, ela possui uma personalidade forte, que vemos principalmente nos momentos em que ela choca de frente com os interesses amorosos. E acima de tudo, continua sendo sempre otimista, mesmo quando teve uma criação solitária e tendo mil e uma controversas sendo jogadas em seu colo casualmente.

Sempre olhando pra frente, pensando no futuro, ela não deixa nada a abalar. Por conta disso, em algumas rotas, ela prefere não escutar toda a verdade, para não deixar que sua convicção se abale. Esse ponto me incomodou um pouco, confesso, mas consigo entender as escolhas dela. Todo seu universo já estava abalado demais para poder se chocar ainda mais com segredos do passado que foram enterrados.

Saibara Kamui (CV: Kousaka Atsushi)

Kamui é aluno da terceira série do ensino médio, sendo veterano da Yuuki. Adquiriu poderes depois de se submeter a alguns testes e desde então é membro do Blooms. Quando transformado, se torna a Sena, uma garota tsundere, mas ainda muito gentil, que tem como habilidade especial prever o futuro quando desejado. Toda a sua forma de falar e agir é completamente diferente enquanto normal da transformado. Kamui está sempre cercado por garotas e as paquerando, sendo bem popular e fácil de se conversar.

Em sua rota, muitas perguntas são feitas enquanto poucas respostas são dadas. O foco da história do rapaz é sobre a consequência da utilização em excesso de seus poderes e os efeitos colaterais que o mesmo pode sofrer. À medida que a curiosidade da Yuuki é estimulada pois a Sena ganha grande destaque nessa rota, mais ela se vê próxima do Kamui e mais quer impedi-lo de se sacrificar por completo pela colônia. No fim, a rota termina em aberto quando relacionado aos problemas causados pelo distrito de pesquisa, mas, ao menos, seu relacionamento com o Kamui é bem concluso.

Araki Mihaya (CV: Enoki Junya)

Mihaya é aluno da primeira série do ensino médio, sendo então calouro da Yuuki. É um rapaz que é sempre visto sozinho na biblioteca, sem se envolver com os demais. Sendo uma pessoa muito sincera, ele não tem rodeios para aqueles que o procuram para se beneficiarem de alguma forma. Adquiriu poderes depois de sofrer um acidente e desde então é membro do Blooms. Quando transformado, se torna a Moka, uma garota sem filtros que corre para a batalha sem pensar duas vezes, cuja habilidade é “roubar” o poder de quem ela desejar.

A rota do Mihaya cresce muito, para terminar inconclusiva. Foi um balde de água fria em mim, que fiquei ansiosa em saber o que diabos estava acontecendo naquela colônia. Achei ele um fofo, mas seu relacionamento com a Yuuki não foi tão desenvolvido. Foi uma das rotas que não possuiu nem um beijinho sequer, para a minha tristeza. Por conta do desfecho, acabei ficando decepcionada com a rota, provavelmente sendo uma das minhas menos favoritas.

Mamiya Ayumu (CV: Chiba Shouya)

Ayumu, assim como a Yuuki, é aluno da segunda série do ensino médio e também presidente do conselho estudantil. À primeira vista, parece ser uma pessoa gentil, o que gerou um fã-clube de admiradoras por ele, que o enche de presentes sempre quando possível. Tem seus poderes desde que se entende por gente e consequentemente é um dos membros mais antigos do Blooms. Quando transformado, se torna a Haruka, uma garota extremamente distante e fria, que sempre frisa em terminar as missões o mais rápido possível com êxito. Sua habilidade especial é uma espécie de poeira de chamas, que apesar de forte, pode também ser letal àqueles a sua volta.

Você é pega de surpresa em vários momentos da rota, principalmente pela discrepância na personalidade do rapaz. Mais falso que nota de R$3,00. Para quem curte um enemies-to-lovers, essa rota seria um prato cheio. Por ser meio surtado, a Yuuki bate de frente com ele inúmeras vezes, tentando fazer ele entender que agir de certa forma não é certo e que ele deveria ser mais verdadeiro consigo mesmo. Eu achei que ela terminou de forma satisfatória, mas a opinião da maioria é não gostar nem dela e nem do rapaz. Vai de cada um ler e tirar sua própria conclusão.

Takako Tokio (CV: Yashiro Taku)

Tokio também é aluno da segunda série do ensino médio e é amigo de infância do Ayumu. A princípio parece ser um rapaz difícil de se decifrar, mas com pouco tempo na rota você percebe que ele é uma pessoa bem gentil, apesar de bem racional. Também tem seus poderes desde novo. Quando transformado, se torna a Kaori, uma garota bem extrovertida e direta. Por sempre se colocar à frente, acabou se tornando a líder do Blooms. Sua habilidade especial é a hipnose, podendo alterar a percepção mental de qualquer coisa, seja pessoa, animal ou objeto.

A progressão do seu relacionamento flui bem e o rapaz é bem fofo. Existe momentos que sua perspectiva sobre as coisas se choca com da Yuuki, mas com uma boa conversa os dois conseguem se resolver direito e aprofundarem seus laços. Sua rota, apesar de cobrir mais detalhes que foram deixados de lado nas rotas anteriores, também termina de forma aberta. Tudo fica a mercê da imaginação do leitor, se a sociedade atual terá algum tipo de mudança ou se voltarão para estaca zero. Pelo menos o romance foi uma graça, e seu bad ending deu uma dorzinha no coração.

Hyuuga (CV: Lounsbery Arthur)

Hyuuga é um dos vilões do jogo, que atacam a colônia desejando que os Vectors tomem conta de tudo e que destruam os humanos. É ríspido, grosso e tem pavio curto. Por uma série de consequências, a Yuuki vai atrás dos vilões e pede ajuda deles. Ela não necessariamente se alia a eles, porém, essa simples aproximação é o suficiente para fazer toda sua vida virar de cabeça para baixo.

Já começo reclamando que nenhuma das rotas dos vilões aprofunda demais no relacionamento da Yuuki com o respectivo rapaz, me fazendo ficar na seca por um simples CGzinho de beijo. Tudo fica nas entrelinhas, em aberto, pro o meu maior desespero. Se eu estou lendo um otome game, é porque eu quero ver um romancezinho que seja, nem que seja uma bitoquinha. Enfim, aff. Hyuuga se mostra ser mais gentil do que aparenta e que só se tornou amargurado porque a vida pegou pesado com ele. À medida que a rota prossegue, tanto ele como a Yuuki chegam a um consenso nos ideais e decidem ir atrás deles por conta própria. Novamente, um final não tão conclusivo assim.

Yukinami (CV: Hatanaka Tasuku)

Yukinami também é um dos vilões do jogo. Apesar de parecer ser uma pessoa extrovertida, possui uns parafusos a menos na cabeça. É bem impulsivo e gosta muito de atenção, a ponto de se irritar se o foco sai demais de si mesmo. Possui seus poderes desde seu nascimento e vê os humanos como brinquedos frágeis, que existem apenas para fazê-lo passar o tempo em momentos de tédio.

Para mim, Yukinami é mais surtado do que eu costumo aguentar. Por x problemas em sua criação, seus valores e morais são completamente deturpados. Veja bem, eu não sou mãe de ninguém para ter que ensinar isso, ainda mais quando o marmanjo é adulto. Todavia, a Yuuki percebe que a raiz do problema não é ter sido ensinado errado e sim nunca ter sido ensinado. Com paciência e muita coragem, ela faz o Yukinami se tornar uma nova pessoa, aprendendo a dar valor às pessoas e aos seus laços. Como age feito uma criança pequena, existem momentos que ele fica bem meiguinho. Depois que uns parafusos são colocados no lugar, a rota fica agradável.

Ibuki (CV: Nogami Shou)

Ibuki é o líder daqueles que se aliam com os Vectors. Ele, assim como o Blooms, consegue se transformar em garota quando utiliza seus poderes. Nesse caso, ele se torna a Moravia, uma garota enigmática que busca trazer uma vida justa aos monstros do lado de fora da colônia. É tão forte que não sente a necessidade de mudar de gênero, todavia, continua a fazer porque dá na telha. Acaba escolhendo sua persona de acordo com sua vontade no momento.

É a rota que basicamente amarra todas as pontas soltas das outras rotas e te faz refletir sobre quem merece ter o mundo, se são os humanos, ou os Vectors. Ela te faz questionar sua perspectiva de sociedade e o que é certo ou errado. Apesar de ter um ar misterioso, o Ibuki não costuma muito dar rodeios e tenta ir direto ao ponto. É um rapaz que apesar de seus defeitos, é gentil e apenas deseja um mundo melhor para todos. O romance teria sido perfeito se tivesse tido um CG de beijo…

Tomitsuka Ryou (CV: Masuyama Takeaki)

Ryo é a última rota a ser liberada dos rapazes, e até chegar nela, você já sabe que ele transita por ambos os lados, tanto dos heróis como dos vilões. Ele é distante e evita se abrir com as outras pessoas. Em sua rota, a curiosidade da Yuuki fala mais alto que tudo e ela decide fazer qualquer coisa pela verdade, por mais dolorosa que ela seja.

Acabam jogando uma grande de uma bomba na história do rapaz, que eu honestamente esperava qualquer coisa menos aquilo. Achei bem ganancioso, porque era algo muito maior do que a própria história do jogo conseguiria aguentar. No fim, depois de muita infodump e explicação, a galera tenta resolver o problema. Como sempre, termina de uma forma superficial e meio que em aberto. Além disso, não achei o romance tão convincente assim. Mesmo assim, achei o Ryo um rapaz digno, que sofre com um grande peso em suas costas.

Finale

A finale, como o próprio nome diz, é a conclusão para a história de Paradigm Paradox. Ela pega todas as problemáticas lançadas em cada rota e as amarra juntas, para poder trazer uma resolução para o universo da obra. Se não me engano, a conclusão é tão longa quanto uma rota comum, o que para mim foi uma surpresa. Estou acostumada com finais sendo bem rápidos, como se fosse só jogar o desfecho lá e pronto. Por conta disso, a transição das situações na minha perspectiva foi agradável e bem realizada.

Pelo perigo iminente se aproximando não só da colônia do Blooms, mas como do local inteiro que vivem, tanto os heróis como os vilões decidem dar uma trégua para resolver a situação. Com a aproximação de ambos os lados, os meninos acabam por ser tornarem amigos, compartilhando suas visões uns com os outros e buscando um futuro ideal para que todos possam viver felizes. No final do final, você fica se sentindo quentinho por dentro porque tudo deu certo e parece que o futuro será promissor. E que a história da colônia seja eterna!

História

Paradigm Paradox é uma divertida história sobre garotas mágicas e suas aventuras salvando sua colônia do mal. A interação entre os membros do Blooms, junto com suas cenas de batalhas são de deixar qualquer um entretido e desejar que no futuro, seja possível uma adaptação de anime.

Contudo, quanto mais rotas você lê, mais você percebe em como a história era gananciosa e poderia ter sido melhor desenvolvida. Por não ter espaço, tudo acaba sendo meio que superficial, como a história de um mangá shounen. O foco de Paradigm Paradox são as aventuras, a ação, o poder da amizade no seu mais belo esplendor. Portanto, para quem espera bastante desenvolvimento, pode acabar ficando decepcionado. No meu caso, logo de cara eu percebi qual era a proposta do otoge e só me deixei cair de boca nele com a cabeça vazia, que aí consegui aproveitar a visual novel no seu ápice. Perceber isso é fundamental para seu aproveitamento.

Arte

A arte de Paradigm Paradox lembra bastante arte vindo direto de anime! Enquanto ela tem uma pegada mais simples, você consegue perceber os detalhes e carinho que foi depositado ali. A paleta de cores também me agradou bastante e combina com a temática de garotas mágicas. Gostaria de ter visto os personagens com, ao menos, os CGs tendo roupas variáveis, mas tudo era desenhado com o pessoal vestindo uniforme ou sua roupa padrão. Por serem muitos personagens, consigo imaginar que não havia capacidade ($$$$$$) para melhorar esse ponto da VN.

Uma coisa que vi reclamarem/zoarem é sobre a falta de animações que Paradigm Paradox tem. Eu acho que isso é exagero de fã que quer arrumar birra com jogo de qualquer maneira, porque na minha opinião, a visual novel foi muito bem animadinha, principalmente em suas cenas de batalha. Até fiz questão de gravar um pequeno vídeo de uma cena em específico para mostrar a vocês quão bem trabalhadinho está.

O fandom de otome game, quando decide pegar birra com algo, vai tentar criticá-lo de qualquer maneira que seja, de formas que beiram ao infantil. Não gostar de algo é normal, mas não gosto quando se falta fundamentação. “Olha que engraçado, não botaram uma xícara voando nessa cena!” não é algo que vou levar em consideração quando visual novels não são propensas a ter qualquer tipo de efeito especial. Por serem basicamente livros, qualquer adicional de texto, voz e imagens é lucro para mim. E exatamente por pensar assim, que não acho que Paradigm Paradox pecou nesse quesito, muito pelo contrário, acho que fez um trabalho bem feito e fluído.

Os cenários são propensos ao tom da história, sendo simples, clean, mas que entregam a personalidade do local que está representando. Nada magnífico, mas também nada que tenha que receber críticas. É simplesmente ok e fiquei satisfeita com o que vi.

Música e Dublagem

A trilha sonora de Paradigm Paradox é super divertida, e possui uma melodia bem upbeat. Ela foi fundamental para definir o cenário mágico das batalhas, da sociedade mais evoluída e até mesmo do clima leve que a visual novel foca em transmitir. Achei que combinou bem e gostei do resultado final. A opening e os encerramentos são cantados pelos rapazes da obra, dando uma pegada de idol que anda em alta ultimamente.

O time de dublagem, por parte dos garotos, não possui nenhum nome grande. Pelo o contrário, temos vários nomes novos no cast, o que pra mim, é sempre bem visto. Eu gosto de dar uma chance a novos talentos, além de que isso traz uma novidade ao cenário dos otome games, que geralmente utilizam os mesmos atores populares. É se inovando que atores novos se tornam grandes, minha gente! E todos eles fizeram um ótimo trabalho, na minha humilde opinião. Gostei bastante do que escutei, sem exceção.

Também temos que dar crédito ao time de dublagem feminino, que deu um show! O cast, que nesse caso possui nomes de peso como a Takahashi Rie (Emilia de Re:zero, Mash de Fate/Grand Order), entregou tudo aquilo que a gente já podia esperar. E como as cenas com as garotas eram a maior parte do tempo divertidas, acabou saindo um resultado muito legal, como vocês podem ver no vídeo a seguir!

Sistema, Interface e Tradução

A interface de Paradigm Paradox é bem clean, bem simples, que combina com aquela pegada de futuro, inovação, etc etc. Eu gostei e achei divertida, ainda mais que brincam com os tons neutros (branco, cinza) com as cores de cada personagem. Na tela inicial, cada vez que você vai nela aparece um rapaz aleatório, assim como são ditas frases quando você escolhe alguma opção do menu. Como padrão, a Aksys traduziu todas essas falas e você pode lê-la simultaneamente com o áudio tocado.

Os extras do jogo estão dentro de uma categoria chamada “Activity Report”. Lá você consegue ver o álbum de CGs, escutar toda a trilha sonora do jogo e ainda acessar uma pasta chamada “Report”. Nessa aba você consegue ter acesso a cenários extras, como por exemplo, ver como as Blooms se conheceram e definiram o papel de cada um no time. Você também consegue ver uma prévia do dia-a-dia de cada rapaz, seus pensamentos e por fim, uma espécie de entrevista, onde você descobre detalhes sobre eles como aniversário, família e afins!

Durante seu gameplay, você terá inúmeras escolhas. Para te auxiliar melhor, você pode checar a aba de status, que durante a rota comum se divide entre mostrar seus status como heroína e como vilã! Depois de adentrar numa rota, você consegue checar seu nível de romance e o nível de suas habilidades quando em ação. Além disso, ao fazer uma escolha, você terá um sinal sonoro e visual que indica se a opção aumenta o romance entre você e o rapaz, ou se você escolheu o lado do bem ou do mal. Isso faz com que seja mais fácil chegar ao good ending na rota.

Também temos um flowchart para nos auxiliar durante a jogatina! Nele, você consegue ver quantos finais existem, se aquele capítulo em específico possui escolhas, bad endings ou CGs. A esse ponto da minha vida, eu considero um flowchart mais que essencial para me ajudar a guiar durante a leitura. É o índice dos leitores de visual novel, que auxilia nos melhores e piores momentos do jogo, haha.

E como de praxe, também não podemos esquecer de citar do valioso comando de pular o texto até a próxima escolha ou trecho não lido. Gente, isso poupa tempo demais e meu desejo é que todas as VNs tivessem esse atalho! Ninguém merece ter que apertar o botão de skip e esperar uma vida de texto ser pulado até aparecer opção ou texto novo. Bora todo mundo aderir a essa ideia, por favor!

Biases

Terminando a rota do Ayumu, eu cheguei a conclusão que eu precisava de um banho de sal grosso!! Só isso para me ajudar a parar de me encantar com os boys lixos de ficção, porque olha…

Mas falando sério agora, eu gostei muito dele, o que eu sem dúvida NÃO estava esperando, porque o Ayumu não é o tipo de personagem que me atraio, nem visualmente como de personalidade. A forma que ele e a Yuuki se bicavam durante a rota, com direito aos dois caírem na porrada enquanto transformados foi um tempero delicioso para mim!

Achei que a transição do romance deles, de se odiarem até se apaixonarem foi muito gostosa e me deixou super ansiosa por mais. Terminei a rota desejando que não acabasse e adorei o CG final! Combinou perfeitamente com ambos. Enfim, 100% cadela do maluco cabeludo, é isso aí.

Conclusão

Lendo Paradigm Paradox, você tem a certeza que esse foi um projeto experimental da Otomate. E eu gostei do resultado! Sim, possui furos e é meio superficial em alguns momentos, mas gente, é super divertida de ler! As aventuras, as missões, as cenas de ação, tudo me deixou bem agarrada no Switch até o grande final da VN. E eu terminei me sentindo satisfeita e feliz por não ter escutado a opinião da massa estrangeira! Nada me dá mais prazer do que ler algo e ter minha opinião por conta própria, confiando no meu próprio instinto e gosto pessoal.

Para quem gosta de obras como Sakura CardCaptors, Shugo Chara, Sailor Moon e etc, eu acredito que ParaPara possa ser para você! Se possível, dê sim uma chance! Não digo que é uma masterpiece, mas para o que tentou propor, entregou direito. Não acredito que possa ter um fandisk ou qualquer tipo de adaptação no futuro, mas as aventuras da Yuuki com o Blooms estarão para sempre no meu coração. E que a Otomate tenha coragem de fazer mais projetos como esse futuramente!

Nota geral: 7.0

Thanks to Aksys Games for supporting our job! <3

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