Primeiras Impressões – Lover Pretend

O otome game mais recente publicado pela Aksys já está disponível para compra e como de costume, nós do Otomices te trazemos as impressões das primeiras horas de jogatina. Vem saber se esse otoge pode ser pra você, otomete!

Nota 1: Contém pouquíssimos spoilers do Episódio 01. Você pode ler sem medo de estragar sua jogatina.

Esta postagem foi possível graças ao recebimento da chave digital do jogo pela própria publicadora.

Thanks to Aksys Games for supporting our job! <3


Desde os primeiros minutos de interação com esse otoge eu senti uma vibe muito dorama chick-lit, daqueles que a protagonista é uma mulher que precisa lidar e viver com vários aspectos da sua vida de adulta, principalmente a carreira. Mas por que não desenvolver um romance no meio disso?

Chiyuki estuda na faculdade para ser roteirista, assim como sua falecida mãe. A garota é esforçada e tem muito potencial de ser uma grande profissional, mas ela peca exatamente em um ponto que é muito requisitado em narrativas: o romance.

Devido à ausência do seu desconhecido pai e ela ser o possível fruto de um possível caso de sua mãe com algum homem da staff do dorama no qual ela trabalhou, Chiyuki criou uma espécie de trauma e aversão a qualquer tipo de romance. É por isso que ela tem um bloqueio criativo na hora de escrever, e, inclusive, falta de experiência nesse ramo na sua própria vida.

Pra completar a situação, ela precisa se virar pra pagar as contas e dar conta do cotidiano corriqueiro de uma estudante universitária que trabalha meio período e mora sozinha.

Com tantas preocupações e dúvidas, Chiyuki recebe a proposta de um professor, que também é um famoso roteirista, para ser assistente numa produção cinematográfica. Acontece que o diretor já trabalhou com sua mãe no tal dorama mencionado. Além disso, alguns integrantes da equipe são filhos de homens que também trabalharam com sua mãe no dorama. Ou seja, Chiyuki estará mais perto de descobrir quem é o seu pai.

Ainda com aquele frio na barriga e medo de encarar a realidade, a jovem aceita a proposta e assim começa de fato a trama do otoge!

Uma rota comum bem completa

Nossa, antes de você entrar na rota de algum garoto, se prepare, porque ela não virá tão rapidamente. Os capítulos de Lover Pretend são divididos em “episódios”, e a rota comum se estende por 3 episódios! Ou seja, você de fato só entra na rota de algum pretendente no episódio 4.

Apesar dessa “demora”, desde o começo você tem a oportunidade de trabalhar a relação da Chiyuki com o seu garoto escolhido. Isso porque ela vai estar trabalhando em um projeto onde todos estarão envolvidos. Eu curti que o episódio 1, por exemplo, cumpre o papel de apresentar a sinopse do enredo, o elenco (inclusive o secundário), oferece a oportunidade de fazer escolhas com cada candidato, e cria um “Pretend Time” com cada um. É bem completo.

Pretend Time

Esse é uma espécie de mini-game que existe no meio da jogatina e que ajuda a dar uma agitada e dinamismo à sua experiência. Eu achei uma ótima sacada dos desenvolvedores, porque o enredo de Lover Pretend, por ser focado principalmente no cotidiano da vida de uma pessoa ordinária, correria o risco de ter momentos entediantes.

Nesse mini-game, Chiyuki se pega numa situação em que precisa “fingir” algo para um terceiro, envolvendo um dos interesses amorosos. E nem sempre é algo relacionado à vida amorosa. Por exemplo, um dos garotos vai fazer o teste para um papel do filme, e a Chiyuki é convocada para ser a pessoa com a qual ele irá trocar falas improvisadas em uma hipotética cena de filme. Nesse caso, você precisa escolher os diálogos que impulsionam as habilidades do rapaz, para que ele tenha uma melhor performance dentro da história criada pelos dois.

Quanto mais você fizer as escolhas certas, maior será seus pontos com o rapaz em questão. Juntando com os momentos padrão de realizar escolhas no meio da narrativa, essa soma te diz o nível do status que a protagonista tem com cada garoto.

Interesses Amorosos

Kazuma é amigo da época da escola de Chiyuki. Ele é bem hiperativo e meio bobão, o que achei muito fofo, por sinal. Ele sempre esteve presente na vida dela, dando todo o suporte possível. Ele é do tipo amigável. Eu senti que lá no fundo ele tem um crush pela Chiyuki, mas que nunca foi desenvolvido porque enfim, nunca tiveram a oportunidade de trabalhar essa outra perspectiva na relação entre eles, pelo menos até agora. Kazuma faz parte da equipe de maquiagem e figurino da produção do filme.

Harumi é o filho do diretor, e também estudante universitário como a Chiyuki. Ele faz aquele papel do distante e frio, mas ao mesmo tempo possui seus momentos gentis. Pelo seu pai ser um homem muito importante na indústria na qual ele trabalha, Harumi constantemente se sente pressionado em seguir o mesmo nível de fama e importância. Portanto, ele se cobra constantemente e tem um pouco de insegurança. Ele trabalha junto com a Chiyuki como assistente de produção.

Yukito é um modelo famoso, também bem mulherengo e galanteador. Geralmente esse tipo playboy é o meu favorito nos otome games mas eu achei o Yukito insuportável, kkkk. Pelo menos nesse começo, né. Ele tem uma energia muito de alguém despreocupado e relaxado, deixando o seu agente uma pilha de nervos em vários momentos. Apesar disso, ele faz bem o seu trabalho. Ele conhece a Chiyuki antes mesmo de descobrir que ela faz parte da staff do filme para o qual ele irá se candidatar para um papel. E sendo quem ele é, ele tenta jogar charme e se aproximar fisicamente da Chiyuki. O que não curti é que ele tem um jeito bem passivo-agressivo nessa abordagem, que foi bem chato e constrangedor pra protagonista. Não sei, pareceu até assédio. Eu não curti.

Riku é um jovem ator bem avaliado na indústria, e ele também se candidata para ter um papel no filme. Ele conhece a Chiyuki justamente no momento do teste, quando os juízes pedem para a garota contracenar com ele de forma improvisada. Com certeza será um dos meus favoritos. Até onde joguei, ele é gentil e respeitador. Mas a gente também pesca que ele tem problemas com o pai, que é muito duro com ele no quesito da carreira, sempre no pé do rapaz para ele passar um tipo de imagem para a mídia. Curiosa pra saber melhor o trauma desse, kkkk.

Eiichirou é o professor da Chiyuki e também um roteirista famoso. É ele quem faz o convite pra ela participar da produção desse filme. Eu confesso que não suporto esse trope de romance entre professor e estudante, por reforçar aquela ideia da garota inocente e inexperiente com um cara mais velho e mais vivido. Sei lá, não é minha praia, por isso, apesar do personagem ser gentil e tudo de bom com ela, eu não consegui ver os dois como futuro casal. Mas é provável que o enredo trabalhe isso bem na rota dele, de forma que seja convincente esse romance.

Sistema

A interface de Lover Pretend lembra os arquivos e pastas que devem ser comuns na produção de um filme, assim como vários elementos visuais que fazem referência à esse universo. O jogo oferece um dicionário, que tanto fala de alguns personagens do jogo como também serve de glossário para uns termos técnicos que aparecem no meio dos diálogos.

Preciso comentar que eu não curti muito a tipografia utilizada pela Aksys para os diálogos. Eu geralmente jogo pela TV, e achei a tipografia um pouco fina demais pra ser vista de longe. No modo portátil é mais de boa. E falando em aspecto ruim do sistema, o jogo oferece uma funcionalidade de diminuir a música de fundo quando um personagem está falando. Desativem essa opção! Sério, isso não funcionou bem, a música constantemente ficava aumentando e diminuindo porque, né…. é um tipo de gameplay com muitas falas!

Eu curti que a interface de salvar o jogo é dividida em “abas”, isso ajuda você a concentrar os saves de cada rota em suas respectivas seções e não precisar ficar lendo um por um pra saber qual save você quer carregar.

Infelizmente, Lover Pretend é daquele tipo de otoge que só libera o menu de extras uma vez que você tenha zerado ao menos uma rota. Portanto, esse quesito vai ser abordado apenas na review.

A música de fundo é legalzinha, bem condizente com o cotidiano da Chiyuki, mas não saltou aos meus ouvidos. Ela é agradável de ouvir durante o jogo mas depois você esquece dela.

Conclusão

Basicamente, Lover Pretend é um dorama ou shoujo de vida cotidiana transformados em otome game. A protagonista é uma garota esforçada e vai vivendo sua vida de estudante e assistente de produção de um filme ao mesmo tempo que vai viver um romance “de mentirinha” e de quebra descobrir quem é o seu misterioso pai.

Apesar desse tipo de ambientação e enredo não ser dos meus favoritos, reconheço que, até onde joguei, o jogo foi bem agradável e tem uma escrita muito boa. Somente no primeiro capítulo da rota comum você já tem um geral do que ele pode te oferecer, tanto em termos de jogatina como storytelling e personagens.

Dá pra sentir que o drama da Chiyuki será bem trabalhado, bem como esse crescimento da garota no quesito romance, que é uma grande dificuldade sua e consequência da ausência do seu desconhecido pai. Alguns garotos possuem eminentes problemas com suas famílias, o que tem potencial também de serem bem trabalhados.

Eu diria que Lover Pretend é aquele típico dorama de romance com drama, com alguns momentos engraçados aqui e acolá, mas não necessariamente uma comédia romântica. Existe um ar mais sério e dramático na narrativa que se distancia daquela energia romcom que vemos por exemplo em Cupid Parasite.

Se você curte doramas, shoujos ou livros com esse tipo de pegada, de uma protagonista lidando com aspectos amorosos, profissionais e familiares no seu cotidiano, com certeza Lover Pretend merece entrar pra sua lista! Até onde joguei, ele aparenta ter potencial para uma boa escrita, desenvolvimento e resolução dos personagens principais.

Aguardem pela review para uma análise completa, que será feita pela Nico! Vem aí! <3

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